segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Marca de 100 exemplares vendidos após dez dias de lançamento

O livro Tempo de Poesia: poemas para ler e brincar foi lançado no dia 18 de outubro do corrente ano em uma bonita festa na sede do Rotary Club de Trindade.


O momento contou com a participação de personalidades ligadas à educação, as artes e a cultura do município de Trindade. Muitas crianças também participaram da festa e curtiram o momento de alegria e descontração.
Dóris Reis (autora) e Wanuse Lopes ( ilustradora)

Henrique Fróes curtindo as ilustrações do livro

Dóris Reis e Wilson de Paiva ( presidente da ATLECA)

Dóris Reis e Maria das Dores ( Subsecretária  de Educação de Trindade)

Dóris Reis e Prof. Iracy Borges

Dóris Reis e Ana Cláudia ( Secretária de Educação do Município de Trindade

O livro teve uma ótima aceitação e já chegou a marca de 100 exemplares vendidos após dez dias de lançamento.
O livro está a venda na livraria Opção ( ao lado da entrada dos alunos do Colégio Aphonsiano) e o preço de lançamento e de R$10,00.
Wenderson e Pâmela ( artistas que encenaram os poemas do livro)



terça-feira, 4 de setembro de 2012

Tempo de Poesia: poemas para ler e brincar

Será lançado em outubro o livro "Tempo de Poesia: poemas para ler e brincar" da autora Dóris Reis, com ilustrações de Wanuse Lopes e apresentação de Maria Helena Guimarães.
O livro traz poemas simples relacionados ao cotidiano da criança e sua relação temporal com a vida.
Os textos são fáceis e a ilustração conversa com os poemas de uma forma muito sensível e delicada.
A autora é goiana de nascimento e trindadense de coração e expõe na sua primeira publicação seu desejo de atingir o público infantil e também a professores de anos iniciais.

Wanuse Lopes é artista plástica que tem sua primeira experiência em ilustração literária. Seu desenho deu vida aos poemas de Dóris Reis, trazendo alegria e cor aos textos escritos por ela. O conjunto de poemas e ilustrações trouxe um belíssimo contraste entre cores e sons, que corrobora com a proposta de ler e brincar com as poesias. Maria Helena, apresenta o livro fazendo uma viagem pelo universo da poesia infantil e contextualizando o trabalho ao imaginário da criança, tão presente nesta obra. Ressalta o estilo e a cadência dos poemas intencionalmente preparados para a brincadeira dos ritmos e sons.

O livro pretende ser uma contribuição ao universo da literatura infantil para enriquecer as possibilidades de aprendizagem prazerosa nas escolas e também uma opção a mais para pais e educadores no mundo da escrita poética para encantar as crianças.
O lançamento está previsto para a segunda quinzena de outubro pela editora Kelps.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BANDEIRAS, INTENÇÕES E METAS: uma leitura do texto “A GEOGRAFIA CRÍTICA E A CRÍTICA DA GEOGRAFIA” de Ana Fani A. Carlos



                                                                    Por : Eguimar Felício Chaveiro



O que fazer com meus pensamentos,
Se enquanto todos dormem, eles passeiam pela casa,
Brincam de esconde-esconde pelos quartos,
Aproveitando o escuro da madrugada?
Remexem nas gavetas, nos armários...
São crianças tolas e inconseqüentes..
,..não tem fronteira, nem porteira, nem cerca que os detenham..

                                                                                              Dóris Reis


Já se disse outras tantas vezes: o pensamento é pulso que alavanca decisões; matéria subjetiva que entremeia sentidos das ações – e lhes dão lume, prumo e direção; é plataforma mental que define pautas do sujeito em seu contato rente com o mundo objetivo; é artífice de representação da realidade, invocando o sujeito nas representações que faz fora; peça invisível que traz da cultura os nutrientes para que exista dentro; é, ademais, instrumento de interrogação, de procura de rumos – ou de absoluto extravio. Perdição. Bússola. Escapatória. Adentramento. Por isso, pensar é, para o sujeito contemporâneo, um  modo de se ter compromisso com a lucidez como é, na mesma proporção, possibilidade de ser capturado face aos embaraços do mundo do qual  se frutifica - e se enuncia. Pode-se invocar os versos: os pensamentos “não tem fronteira, nem porteira, nem cerca que os detenham”.

A par dessas considerações poder-se-ia, ao ler o texto de Ana Fani A. Carlos (2007) perguntar: o que fazer para que o pensamento geográfico, ou os modos de pensar instruídos pela geografia, possam adentrar “o mundo sem  porteira”, datado e espacializado sob a rubrica histórica do presente?

A professora e pesquisadora Fani (2007) levanta em seu texto algumas bandeiras ao cabo de uma reflexão que fundamenta a sua posição: ao levar em consideração que a geografia cultural, ou vertentes dela,  pretende uma “autonomização da esfera cultural”, ela torna-se adversária de uma “geografia que prima pela potência crítica e analítica”.

Mas é mais: no momento histórico reinante, marcado pela crise social em escala mundial, a crise teórica é apenas um sintoma de um “utopismo banal” que, no campo geral das ciências, e na raia específica da geografia, caracteriza-se pelo estilhaçamento do pensamento geográfico. São tantas geografias cujo armazém invisível parece não dar conta de guardar todos os predicativos: geografias menores, geografia sutil, geografia dos sabores, geografia socioambiental, geomática...   

O argumento da professora busca em Mezaros (2001) a significação abrangente: “ o capitalismo não tem uma missão civilizatória”. Logo a geografia brasileira, no viés teórico, ao abdicar-se do marxismo produz a sua ideológica por duas vias: abandona a totalidade, daí não ler o capitalismo; e abandona a reflexão da produção do espaço que envolve diretamente a ação do capital e do trabalho. Assim ideologicamente, justifica-se a aproximação do pensamento geográfico à burocracia de mercado.

Aliás, pontua Fani (2007), há duas direções para esse fim: a consecução de uma “geografia prática” a partir da crença no desenvolvimento sustentável e uma redução da leitura de natureza pela via do ambiente. No cerne da fratura é correspondente “uma febre de mapas”.

Uma geografia que apanha as contradições reais do mundo e se mobiliza para descortinar as ideologias e o lugar do Estado como entidade de classe ,demanda recriar a sua ambição pela totalidade e pela filosofia. Nasce, daí, a proposta de uma METAGEOGRAFIA cujas características podem ser delineadas:
a) que supere a redução da problemática espacial àquela da gestão do espaço com o objetivo de restituir a coerência do processo de crescimento;

b) que supere a atomização da pesquisa que se recusa a “habitar o tempo”, produzindo uma Geografia invadida pelas medidas da lógica produtivista;

c) contra a subjugação ao “saber técnico” que instrumentaliza o planejamento estratégico realizado sob a batuta do Estado, justificando sua política;

d) que ultrapasse o discurso ambiental que esvazia a relação sociedade-naturezaidentificando a dimensão social e histórica do espaço à sua dimensão natural;

e) que contemple o desvendamento da potência produtiva do capital, na rodução/reprodução do espaço em sua dimensão prática englobando, também asideologias que sustentam a sociedade do “bem estar” que reduz o sujeito a sua condição de consumidor na busca crescente de produtos novos, em espaços renovados;

f) que realize a crítica radical do existente restituindo o caminho do qualitativo, questionando a política do Estado e suas estratégias como momentos necessários do entendimento da crise atual e não subjugando os projetos de mudança à lógica do Estado. O horizonte delineado por Marx “na questão judaica” revela que a transformação radical da sociedade nega a política na medida que o político não foge as manifestações do controle burocrático que escapa ao controle democrático.

            Com as ideias lançadas sob o nome  METAGEOGRAFIA a partir do que Lebfvere denomina METAFILOSOFIA, Ana Fani A. Carlos (2007) defendera a sua tese de Livre Docência e ousou repercutir, com deliberação político-teórica, nos rumos da geografia brasileira.
           
Algumas questões levantadas pela professora, como a ortodoxia marxista e o componente cultural, a leitura da natureza mediante o interesse do mercado, o lugar da pesquisa geográfica e o seu vínculo institucional, por certo, recomendam um diálogo mais demorado entre nós – e todos. Possivelmente estas questões instalam outras  que, por aqui, temos feitos: como incluir numa mesma esfera de pensamento os conflitos da produção do espaço no capitalismo e os vínculos  com a vida do sujeito em suas múltiplas dimensões? Como sair também da institucionalidade marxista que pode brindar a realidade por meio de uma externalização do pensamento? Como não eximir-se do comprometimento institucional e do mercado de trabalho mantendo um crivo político e crítico no labor geográfico?

            Como versejou a minha amiga Dóris Reis, poeta trindadense, só se responde – “o que fazer com o meu pensamento” – ao delinearmos onde estamos e para onde se vai.Como o pensamento dela, o meu gosta de brincar e, às vezes, ousa dizer que é possível fazer uma geografia criativa, imaginativa, liberta – e libertadora, não fora do mundo, sem a sua influência, mas dentro dele, intensivo e engajadamente.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sujeito e Linguagem



[1]Dóris de Fátima Reis Mendes

            Para abordar o tema sujeito e linguagem deve-se considerar primeiramente o que estes termos carregam de significados. Conceituar sujeito e linguagem seria uma ousadia senão uma irresponsabilidade.  Afinal quando é que o indivíduo passa a ser sujeito? Quando pode-se considerar que um indivíduo torna-se autor de sua própria história e tem consciência de seus atos e é senhor do seu próprio destino?
Bem,  há que se considerar o ser humano como indivíduo apenas após o seu nascimento, já que antes disso é um ser dependente de sua mãe que é lugar onde ele habita como ser biológico. Da mãe depende em todos os sentidos: para se alimentar, para se proteger do mundo e para crescer com saúde até o seu nascimento.
Após ser desligado daquele corpo que lhe permitia viver sem ter de se esforçar de maneira alguma, estando vivendo no mundo independente fisicamente de outro ser, pode-se dizer que este pequeno é um indivíduo. Pode-se afirmar que ele alcança a individualidade e a independência de condições vitais.
Nesta fase o ser recebe então todos os estímulos do meio externo: sons, cores, temperatura, e todas as adversidades do mundo real. Assim passa a ser um indivíduo em contato com o mundo, porém não tem ainda condições de sobreviver sem a ajuda de um cuidador, seja mãe ou outro substituto qualquer.
Com o passar do tempo este indivíduo vai se apropriando do universo a sua volta e aprendendo a manipulá-lo, adaptar-se ou transformar o que está ao seu alcance. Neste sentido Halliday (1978) fez um estudo interessante sobre as funções da linguagem. Analisando crianças bem pequenas detectou que a linguagem no mundo infantil é utilizada primeiramente para satisfazer suas necessidades mais básicas, como comer e abrigar-se (função instrumental). Mais tarde a criança começa a compreender que a linguagem pode ser usada também para controlar as pessoas e situações (função regulatória) e enfim para se comunicar em todas as situações da vida (função interacional).
Pode-se perceber então que na medida em que o indivíduo passa a dominar os diversos  tipos de linguagem ele passa a ser  “dono’ de si e assim pode ser considerado sujeito de seus desejos  e de suas ações. Estamos considerando aqui o sujeito sob o aspecto da linguagem, mas devemos considerar que o ser humano que tem a linguagem como algo inerente a sua natureza, é um ser que se apresenta em diversas dimensões: filosófica, espiritual, psicológica, histórica, social, política, emocional.
Seria impossível tratar do ser humano como um ser isolado, como também é impossível abranger em tão pouco espaço todas as suas dimensões.
Assim, trataremos aqui apenas do aspecto da linguagem, o que já é uma tarefa árdua e inconclusiva.
Muitos teóricos se dedicaram ao estudo da aquisição da linguagem e muitos outros ao desenvolvimento e interpretação desta. Vale a pena ressaltar alguns desses estudos para compreender como a linguagem é vista sob pontos de vista diversos.
Skinner (1975), psicólogo comportamentalista tentou utilizar os princípios behavioristas ao estudo da linguagem. Estes princípios: estímulo-resposta, reforço e condicionamento operante, eram aplicados aos animais e se baseavam nas teorias desenvolvidas por Pavlov e Darwin sobre a continuidade evolutiva. Esta teoria foi severamente criticada por Chomsky (1988), que afirmava que as experiências de Skinner não passavam de ‘um faz de conta de fazer ciência’. Isto porque estes princípios não poderiam ser aplicados a comportamentos verbais, que, por sua própria natureza, não podem ser controlados como outros tipos de comportamentos.
Chomsky, (1988) considera que o ser humano como ser biológico dotado de potencialidade física e mental inata para a linguagem. Neste sentido, ele desenvolveu os conceitos de competência e desempenho que respectivamente se relacionam a capacidade e a habilidade para a linguagem.
Mas o ser humano não é apenas biológico e constrói sua trajetória de forma sócio-histórica e assim desenvolve a linguagem em suas relações interpessoais em contato com o mundo e com o outro.
Piaget (1975) foi um dos estudiosos que considerou a influência do meio na constituição do conhecimento infantil e fez uma relação entre conhecimento e linguagem. Assim com ele, Vygotsky (2003) também enveredou seus estudos por este caminho. Por isso Piaget (1975) e Vygotsky (2003) são representantes legítimos da teoria cognitivista.
Estes dois últimos teóricos, embora não sejam teóricos da linguagem, muito contribuíram para os estudos da aquisição da linguagem.
Piaget (1975) considerou que a criança aprende de acordo com algumas fases ou estágios, que ele definiu da seguinte maneira: sensório motora; operações concretas; operações formais. Segundo este teórico, a criança na fase pré-operatória está no estágio da representação, momento em aparece a capacidade de representar uma coisa (objeto, desenho, som, sinal) por outra (palavra, desenho, som, sinal). Para Piaget (1975), a linguagem é um sistema de sinais sociais em oposição aos símbolos individuais.
Para Piaget (1975), estas fases estão relacionadas a uma certa maturação física e acontecem uma a uma de acordo com a idade cronológica em que a criança se encontra.
Já Vygotsky (2003), considera também algumas fases pelas quais a criança passa, porém estas fases são independentes de idade e podem se apresentar sem nenhuma hierarquia ou superação de alguma delas. Sendo que são elas: fase da imagem sincrética, fase do pensamento por complexos, fase dos pseudoconceitos e fase da abstração. Estas fases estão relacionadas, segundo Vygostsky (2003) a formação de conceitos pela mente da criança.
Segundo Vygotsky (2003) o que determina a sequência destas fases ou a suplantação de uma sobre a outra, não é a idade cronológica da criança e sim a sua relação com o meio e os estímulos que recebe dele. Portanto crianças que vivem em um ambiente rico de estímulos tem mais possibilidades de dominar a fase abstrata com mais rapidez e propriedade.
 Para Vygotsky (2003) estudar a criança é considerar “o centro do desenvolvimento cultural devido ao surgimento do uso de instrumentos da fala humana”. Para ele a “linguagem é usada como instrumental para o pensamento”.
 Já para Halliday (1978) conforme mencionado acima, a linguagem se presta a vida da criança , a princípio as suas necessidades e desejos mais básicos, inclusive ao de interação como prevê Vygostsky (2003). Isso faz com que a criança se expresse com enunciados simples que desempenham apenas uma função de cada vez.
Para Halliday (1978) aprender a língua materna é aprender os usos da língua e seus significados, ou ainda que aprender a língua é aprender a significar.
Assim, partindo deste conjunto de concepções sobre aquisição da linguagem podemos afirmar que o indivíduo se torna sujeito de si e de sua linguagem a partir do momento em consegue significar e conferir conceitos mentais dos mais concretos aos mais abstratos.
  Mas ainda é preciso que se tenha claro de que não cabe aqui nenhum conceito definido ou acabado sobre sujeito e sua relação com a linguagem, mas uma possibilidade de compreender como se dá esta relação subjetiva e complexa entre esses dois elementos. Abaixo para ilustrar esta incompletude e a busca por esta compreensão, capturo algumas afirmações de lingüistas brasileiros sobre a questão do sujeito e da linguagem:


Acredito que se aceitarmos a premissa de que somos fundamentalmente seres de linguagem, é difícil separar linguagem de sujeitos. A linguagem ou as práticas de linguagem nos precedem, e em certo sentido, elas nos sujeitam. Por outro lado, é nelas que nos constituímos.
                                                                                                      (Alberto Faraco)


Não seria possível a existência da linguagem, não fosse a existência de sujeitos.                                (Bernadete Abaurre)


Você não pode conceber a língua sem um sujeito, entendendo como o sujeito falante e seu interlocutor.
( Ataliba Castilho)

A linguagem não tem sujeito, mas os discursos têm. A língua em funcionamento, sempre que estiver em funcionamento,é mobilizada por um sujeito.
(Sírio Possenti)

Eu diria que o sujeito é historicamente aquele que se constitui no corpo biológico que somos, nos processos de relação desse corpo com outros corpos, processos que produzem a emergência, a construção de uma consciência. 
( Wanderley Geraldi)


O sujeito da linguagem é uma formação social em todas as suas contradições.
(José Luiz Fiorin)

Habitamos a linguagem e ela em nós.
(Francisco Gomes de Matos)

 
Sujeito é uma construção e uma construção muito complexa dentro de uma cultura; culturas diferentes constroem sujeitos de forma diferente e há processos históricos, processos sociais diferenciados. Eu diria que a língua não tem sujeito. O sujeito é uma construção pela língua, na língua, mas nunca fora dos indivíduos que estão interagindo com a língua.
(Luiz Antônio Marcuschi)






REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


CHOMSKY, N. A. A review of B. F. Skinner’s Behavior. In: SMOLINSKI, F. ( Ed.) Landamarks of American Language and Linguistics. Washinton. D.C.: Bureau of Educational, 1988. P. 117-135.

HALLIDAY, M. A. K. As bases funcionais da linguagem. In: DASCAL, M. (org). Fundamentos Metodológicos da Linguagem. São Paulo: Global, 1978. P 125-161.

PIAGET, J. A.  A epistemologia Genética – Sabedoria e Ilusões d Filosofia- Problemas de Psicologia Genética. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultura, 1975.

VYGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem. Rad. de Jeferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 2003.



[1] Pedagoga – UCG, Especialista em Língua Portuguesa e Administração Educacional - UNIVERSO – Mestre em Estudos Linguísticos –UFG, Professora da rede pública estadual e municipal, membro da Academia Trindadense de Letras Ciências e Artes. 


Café Lítero-Filosófico promovido pela ATLECA sobre As múltiplas dimensões do sujeito



Foi realizado na sede da Academia Trindadense de Letras Ciências e Artes,  no dia  16/10, domingo, o Café Lítero Filosófico com o tema: As múltiplas dimensões do sujeito. O público formado de acadêmicos do curso de Geografia da UFG, e de membros da ATLECA, saboreou um momento de reflexão profunda a respeito do sujeito contemporâneo regada a café, chá  e biscoitos. O prof Dr Eguimar Chaveiro, recitou poemas entes de iniciar as discussões da mesa, e fez a introdução ao tema a ser apresentado pelos palestrantes.
O ambiente ameno e acolhedor proporcionou uma troca de experiências agradável e proveitosa.
Na mesa a Prof. Mestre em estudos linguísticos, Dóris de Fátima Reis Mendes, que falou sobre o sujeito e a linguagem, a Psicóloga Maria Luiza de Carvalho, que relatou suas experiências com o sujeito encarcerado no Projeto Álcool e outras Drogas, que ela desenvolve no município de Nazário.
O problematizador da mesa foi o prof  Dr Wilson Alves de Paiva, que é doutor em filosofia e presidente da Academia de Letras de Trindade.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dóris Reis ministra oficina de Literatura Infantil no Salão do Livro

Literatura infantil na era virtual
                                                                                                        [1]Dóris de Fátima Reis Mendes
A Literatura Infantil tem papel fundamental na formação do imaginário infantil e mesmo na estruturação da sua personalidade. Os Clássicos Infantis tem sido utilizados por diversos tipos de manifestações artísticas ao  longo do tempo, para encantar a fantasia infantil., tendo sido transformados em filmes, músicas, peças teatrais, desenhos animados, seriados de televisão, etc.
 De acordo com a evolução das tecnologias essas histórias vem ganhando diferentes formas de apresentação  e releituras. É oportuno portanto, tratar da literatura infantil, e da literatura universal, considerando os novos suportes de leitura. O mundo virtual tem tomado cada vez o espaço do material impresso, no que diz respeito a informação e a leitura de uma forma geral, substituindo muitas vezes os jornais, revistas e livros no cotidiano do leitor atento e atualizado. Não há como não considerar a evolução midiática e sua influência na formação dos novos leitores. A linguagem virtual enfim, tem modificado a maneira de crianças, jovens e adultos se relacionarem com a leitura em todos os níveis.
Pensando nisso nos detivemos em buscar formas alternativas de resgatar a literatura infantil na vida das crianças, procurando despertar o interesse delas no suporte que lhes é aprazível, as mensagens universais dos Clássicos Infantis, carregados de magia, encantamento e fantasia.
O envolvimento tecnológico que tem sido considerado nocivo as nossas crianças e jovens por despertar o fascínio, o isolamento da vida social, a introspecção, pode porém ser utilizada de maneira leve, saudável e  agradável se direcionada de maneira adequada. Mostrar as crianças o encantamento das histórias infantis narradas e apresentadas no mundo virtual, trazer as crianças à brincadeira e a investigação por meio desta mídia é um desafio para os educadores  (pais e professores).
Assim acreditamos ser possível revestir a fantasia e os conteúdos da literatura infantil em uma roupagem adequada aos padrões da modernidade, trazendo a criança a viver as mesmas emoções que os livros traziam em um novo suporte de leitura, suporte este que eles dominam com imensa facilidade e prazer.
O desafio de ontem é ainda o desafio de hoje: conquistar a criança para a leitura e despertar nela o prazer de ler. Isso só será possível se adequarmos as tradicionais necessidades, às novas práticas. Não basta hoje levar o livro para a sala de aula, não basta ter acesso, não basta oferecer, é preciso seduzir  proporcionar a interação e usar as armas que o mundo moderno nos oferece. O mundo é dinâmico, a criança de hoje não é a mesma do passado, é preciso alcançá-la no tempo e no espaço.

[1] Pedagoga- UCG,  Mestre em Estudos Linguísticos – UFG. Professora da rede pública  municipal e estadual em Trindade – GO. Membro da Academia Trindadense de Letras Ciências e Artes.
Trabalho apresentado no 2º Salão do Livro Infantil e Juvenil de Goiás